quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE ANO NOVO

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ANO NOVO
Querido e esperado Ano Novo.
Faço parte das muitas Marias esperanças deste imenso mundo que tens pela frente e te saúdo:
– Sejas bem-vindo!
Terás muito trabalho e espero que estejas preparado.
Temos um solo fértil onde tudo que se planta se colhe, mas precisas saber que ele não está tão fértil. O homem tem destruído as riquezas naturais com as queimadas, o uso exagerado de agrotóxicos e outras atrocidades. Sem contar a roda do aquecimento global, que durante o teu mandato, entenderás melhor.
Verás um céu azul, mas não tão azul, pois todos os dias são lançados no ar gases e fumaças poluentes que escondem boa parte do céu, mas ainda conseguimos ver o arco-íris e o gigantesco sol, este está se tornando cada vez mais gigantesco, por causa do aquecimento global.
Encontrarás muita água doce, mas não muito doce, porque todos os dias são jogados toneladas de lixos e materiais poluentes nos rios e seus afluentes. Não imaginas a quantidade de peixes que morrem, daria para alimentar muita gente que também morre de fome neste mundo.
Terás uma floresta de árvores nativas e de animais de espécies variadas, mas sentirás a falta de muitas delas, pois, as motoserras são usadas para decepar-lhes a vida, e muitos animais já estão em extinção, sabes por quê?
- Porque os homens querem domesticá-los e quando isso se torna impossível, matam por mero prazer, acentuando-se quem são os verdadeiros animais irracionais. Não sei se estás conseguindo me entender, mas em pouco tempo entenderás.
Verás muitas crianças, mas infelizmente muitas delas foram abortadas e jogadas no lixo, outras lutaram contra o aborto e conseguiram nascer, mas foram jogadas vivas nos rios, sarjetas, esgotos ou num canto qualquer e outras morreram nas ruas causticantes das cidades grandes.
Encontrarás muitos homens, mas nem todos, porque eles matam uns aos outros, temos até homem-bomba que se submete a morrer para matar centenas de pessoas. Ah! Que tristeza!
Encontrarás saúde, mas ainda assim, morrem todos os dias homens, mulheres e crianças, vítimas do descaso social.
Ainda temos a ESPERANÇA. Embora, a cada ano, ela morra um pouco dentro de cada um de nós.
A única certeza que temos é a presença de DEUS, este sim, não mudou e continua acreditando em nós e acreditará em ti.
Não te contei tudo isso para que fiques desanimado e sim para nos encorajar e nos ajudar a preservar o que temos e criar um mundo melhor.
Que consigas com tua força, realizar todos os nossos sonhos.

SILVIA TREVISANI


Silvia Cristina Martins Trevisani
(Poetisa paulista)
Campinas/SP – Brasil

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

LENDA DA ÁRVORE DE NATAL

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A tradição da Árvore de Natal é bem antiga (segundo ou terceiro milénio A.C.), quando povos indo-europeus consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Natureza, e por isso lhes rendiam culto

São inúmeras as lendas que existem sobre a origem da Árvore de Natal.
Acho particularmente bonita uma lenda de origem inglesa, que reza mais ou menos assim:
Quando nasceu o Menino Jesus toda a Natureza se alegrou. Pessoas, animais e até árvores e flores se sentiram felizes.
No exterior do estábulo onde o Menino dormia existiam três árvores:
Uma palmeira, uma oliveira e um pequeno pinheirinho.
Todos os dias as pessoas passavam e deixavam presentes ao Menino.
As árvores, falando entre si, entenderam que também elas deveriam oferecer-Lhe algo.
- Eu vou oferecer-Lhe a minha folha mais larga – disse a palmeira. Assim, quando chegar o calor, Ele pode abanar-se com ela e sentir-se mais fresco.
- Pois eu vou dar-Lhe óleo – atalhou a oliveira. Óleos perfumados podem ser feitos a partir do meu sangue, e com eles o Menino sentir-se-á mais confortável.
O pinheirinho ouvia-as em silêncio. Com um ar muito triste perguntou:
- E eu? Que posso eu oferecer-Lhe? Não tenho nada que possa ser útil…
- Tu?- responderam as outras duas. As tuas folhas são aguçadas e picam. Tu não tens mesmo nada para oferecer…
O pequeno pinheirinho ficou muito triste. Pensou, pensou, mas não descobria nada para oferecer ao Menino, qualquer coisa de que Ele pudesse gostar…
Então um anjo, que tinha ouvido a conversa toda, sentiu pena da arvorezinha que não tinha nada para dar ao Menino.
O anjo olhou para o céu e viu que as estrelas brilhavam intensamente.
Uma a uma, de mansinho, o anjo trouxe-as para baixo, e colocou-as nos ramos pontiagudos do pinheiro.
Dentro do estábulo o Menino acordou e olhou para as três árvores que se encontravam à entrada da gruta, recortando-se no céu escuro.
De repente as folhas negras do pinheiro brilharam, resplandecentes, porque nelas descansavam as estrelas.
Como estava lindo o pinheiro que não tinha nada para oferecer ao Menino!
Então, o Menino Jesus levantou as mãozinhas, como fazem todos os bebés, e sorriu para aquela árvore que lhe iluminava a escuridão da noite.
Desde esse momento o pinheiro ficou a ser, para todo o sempre, a Árvore de Natal.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

LENDA DA FONTE DA PEDRA

Alvoco da Serra

Alvoco da Serra é uma povoação que fica na Serra da Estrela, entre Unhais da Serra e Loriga, a 740 metros de altitude.
Em Alvoco há um troço de calçada romana junto à rua principal.

Ponte romana

Os monumentos megalíticos que ali existem em profusão são prova de que a povoação já existia nos tempos de Viriato e, provavelmente, em eras anteriores.
Daí que seja credível a lenda que conta a passagem da Sagrada Família por aquelas paragens, a chamada

Lenda da Fonte da Pedra

Reza a história que quando Herodes perseguiu S. José, Nossa Senhora e o Menino Jesus eles fugiram para o Egipto.
Na sua fuga acabaram por vir ter a Alvoco da Serra. Ao atravessar a serra Nossa Senhora, sentindo-se muito cansada, quis fazer uma paragem. Todos sentiam muita sede, mas não se via água em lado algum.
S. José, vendo uma pedra ali próximo, ordenou ao burro:
- Dá um coice na pedra.
O burro obedeceu, mas a pedra não tugiu.
S. José disse novamente ao burro:
- Dá um coice na pedra.
O burro deu novo coice, e a pedra gemeu.
S. José disse, mais uma vez, ao burro:
- Dá um coice na pedra.
E, ao terceiro coice do burro, a pedra chorou, e assim brotou uma nascente de água, com que todos mitigaram a sede.
A partir daí a Fonte passou a chamar-se Fonte da Pedra, e tem poderes curativos, como, por exemplo, tirar os “cravos” e verrugas das mãos.
Ainda lá estão as três marcas dos coices.
A primeira está seca – não tugiu
A segunda tem um pequeno fio de água – gemeu
A terceira é a nascente – chorou

A “lenda da fonte” termina aqui, mas a “história” continua com vários episódios, dos quais destaco um, que me parece de maior relevo:

…Tinha a Sagrada Família retomado a sua marcha quando chegaram a um terreno onde várias pessoas semeavam a terra. S. José perguntou:
- Que semeais aqui?
- Semeamos pão. (entenda-se por centeio)
- Pois voltai amanhã e pão colhereis.
E assim aconteceu. No dia seguinte as pessoas voltaram e encontraram o terreno repleto de centeio maduro, pronto para a ceifa.
Entretanto, o rei Herodes não se conformou com a fuga da Sagrada Família e mandou soldados no seu encalço. Estes seguiram o mesmo percurso da Fonte da Pedra até que chegaram ao local onde as pessoas ceifavam o centeio. Os soldados perguntaram às pessoas:
- Viram passar um homem a conduzir um burro, onde ia uma mulher com um menino ao colo?
- Vimos, sim senhor – responderam os ceifeiros. Passaram aqui quando estávamos a semear este terreno.
Ao ouvir isto, exclamaram os soldados:
- Ah! Estavam a semear? Então já passaram há muito tempo. Já não os conseguimos apanhar.
E voltaram para trás, desistindo da perseguição.
S. José, Nossa Senhora e o Menino Jesus estavam escondidos ali perto, atrás dum arbusto. Depois de verem que os soldados voltavam para trás continuaram o seu caminho descansados.


Origem da lenda: Alvoco da Serra, concelho de Seia! O seu a seu dono! :)