quarta-feira, 31 de março de 2010

A LENDA DA SAMARITANA

Reza uma lenda encantada que uma mulher de grande formosura foi ao poço de Jacó…

Naquele tempo Jesus encontrava-se a braços com a missão de unir as tribos dispersas de Israel, começando por reunir os judeus com os samaritanos e galileus num reino messiânico único.
Para cumprir esse desígnio era-lhe necessário passar por Samaria; e assim chegou a uma cidade chamada Sicar, junto à herdade que Jacó dera a seu filho José.
Ali se encontrava um poço, conhecido pelo “poço de Jacó”.

Jesus, cansado da viagem, sentou-se junto ao poço, era cerca de meio-dia, enquanto os seus discípulos iam à cidade comprar comida.
Alguns momentos depois, Jesus viu acercar-se uma mulher de Samaria, que vinha buscar água ao poço. Era lindíssima!
E Jesus disse-lhe:
- Dá-me de beber.
Respondeu-lhe a mulher samaritana, de seu nome Madalena:
- Como, sendo tu judeu, me pedes de beber, a mim, que sou mulher samaritana? (os judeus não se comunicavam com os samaritanos.)
Jesus retorquiu:
- Se conhecesses o dom de Deus e soubesses quem é que te diz “ dá-me de beber”, tu me terias pedido e eu te daria água viva.
Disse-lhe a mulher:
- Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço é fundo; onde vais então arranjar essa água viva? És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e também os seus filhos, e o seu gado?
Replicou-lhe Jesus:
- Todos os que beberem desta água voltarão a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele em uma fonte de água que jorra para a vida eterna…
A mulher suplicou:
- Senhor, dá-me dessa água, para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui tirá-lo do poço.
Disse-lhe Jesus:
- Vai chamar o teu marido e venham cá os dois.
Ao que a samaritana respondeu:
- Não tenho marido.
- Disseste bem, não tens marido – ripostou Jesus. Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.
Então Maria Madalena, estupefacta, exclamou:
- Senhor, vejo que és profeta!
E, dizendo isto, Madalena foi-se acercando de Jesus, segurando-lhe nas mãos.

Jesus, perturbado com a presença assim próxima duma mulher tão bela, não resistiu e docemente depositou nos seus lábios um ardente beijo.

Ao ouvir as vozes dos discípulos que regressavam da cidade com a comida, Madalena colocou o cântaro na cabeça e afastou-se rapidamente.


Com base neste lendário episódio o poeta açoriano Eduardo Bettencourt compôs o poema que se segue, e que deu origem ao belíssimo Fado de Coimbra que está ouvindo.
Para quem não sabe, este fado estava proibido pela censura durante a vigência do Estado Novo (regime de Salazar), o que significa que não podia ser transmitido na rádio nem cantado em locais públicos.
Contudo cresci a ouvir a minha Mãe cantá-lo, em casa, é claro. Talvez por isso tenho um carinho especial por ele.

SAMARITANA

Dos amores do redentor
Não reza a história sagrada,
Mas diz uma lenda encantada
Que o bom Jesus sofreu de amor

Sofreu consigo e calou
Sua paixão divinal
E assim como qualquer mortal
Um dia de amor palpitou

Samaritana plebeia de Sicar
Alguém espreitando
Te viu Jesus beijar
De tarde quando
Foste encontrá-lo só
Morto de sede, junto à fonte de jacó

E tu, risonha, acolheste
O beijo que te encantou
Serena empalideceste
Jesus Cristo corou
Corou por ver quanta luz
Irradiava da tua fronte
Quando disseste Oh bom Jesus
Que bem eu fiz Senhor em vir à fonte.

Samaritana, plebeia de Sicar…

Texto meu, resultante de várias consultas na Net.
Imagens da Net.

quarta-feira, 17 de março de 2010

TAJ MAHAL

Baber, o grande descendente de Gengis Kahn, invadiu a Índia em 1.565, trazendo o seu povo guerreiro da Ásia Central.
Os Moghul, de sangue mongol, de religião islâmica, e de cultura e língua persa, criaram na Índia um império de glória e elegância.
O Imperador Shah-Jahan foi o genial edificador dessa dinastia.

Shah-Jahan viveu um sonho de amor quase irreal.
Ele amou e desposou Arjumand Banu Begun, que mais tarde se tornaria imortal com o nome de Muntaz-Mahal.

Sem qualquer explicação aparente, de um momento para o outro, todas as trezentas mulheres que compunham o harém deixaram de interessar a Shah-Jahan. Ele não queria saber de mais ninguém para além de Arjumand, que era jovem, linda e inteligente.
Shah-Jahan e a bela Arjunabd casaram e tiveram 13 filhos.

Como Imperatriz, revelou-se excelente conselheira do marido nas complicações sobre questões de Estado.
Tornou-se querida do povo pela sua caridade e a sua dedicação ao Imperador.
O príncipe não queria saber de mais ninguém.

Quando o 14º filho de Shah-Jahan e Arjumand estava nascendo, ela não suportou as dores do parto e morreu.
O príncipe entrou em desespero e quase morreu também, de tristeza e desgosto.
Deixou para sempre as vestes reais e nunca mais abandonou o luto.
A sua vida passou a ser apenas desolação e lágrimas amargas.
Reza a história que, em apenas três meses, a sua barba negra embranqueceu completamente.

Para abrigar o corpo morto da sua amada, ele decidiu construir um palácio.
Mandou comprar os melhores mármores e encomendou rubis e jades para decorar o mais belo túmulo que alguém poderia ter.
Mandou vir os mais famosos arquitectos e artistas do império persa e mongol para a construção do Monumento, que veio representar todo o seu amor por Mumtaz-Mahal:
O “TAJ MAHAL”.
Vinte mil trabalhadores estiveram ocupados durante anos para erguê-lo.
Ordenou que se construísse o túmulo para a bem-amada segundo as seguintes orientações:
"Que não seja fúnebre, pois deverá celebrar a curta vida de um amor.
A sua beleza e graça hão de recordar eternamente a mulher, sem envelhecer.

Será um sonho de mármore edificado na fronteira delicada entre o real e o irreal, como a própria paixão".

O Taj Mahal foi edificado em Agra, quando a cidade era a capital do império Mongol, entre os séculos XVI e XVIII.
Demorou 22 anos para ser construído e ficou pronto em 1653.
Considerado um monumento ao amor, a sua construção é admirada no mundo inteiro.
Devido ao revestimento em mármore branco, o prédio pode ser visto a mais de 40 quilômetros de distância e nas noites de céu limpo reflete o brilho da lua.

Shah Jahan resolveu então construir um novo palácio, onde ele próprio seria enterrado.

Mas seus filhos não deixaram o príncipe cometer mais essa loucura e prenderam-no numa fortaleza.
Quando ele morreu, foi enterrado no Taj Mahal, ao lado do seu amor.
Shah-Jahan e Arjumand Begun dormem juntos para sempre no mais lindo palácio do mundo.

A simplicidade do desenho e a sumptuosidade da realização misturam-se numa maravilha de arte que compete, em matéria de sublime beleza, com os templos gregos e as mais famosas catedrais da Idade Média e do renascimento.

Um comprido espelho d' água no centro de um pátio reflete a imagem dos visitantes que se aproximam.

Quatro torres laterais protegem a construção.

Ao centro, o grande palácio de mármore branco.

Sua maior cúpula, no centro do palácio, é arredondada e tem a forma de um balão, como se alguém o tivesse soprado do seu interior.

Duas cúpulas pequenas ficam ao lado dessa principal.
As duas pequenas lembram grandes turbantes árabes.
O enorme Taj Mahal parece que vai desprender-se da terra e voar como um tapete mágico.


Texto adaptado de informações colhidas na Internet
Imagens: Internet e outras fontes

quarta-feira, 3 de março de 2010

DECIDI SAIR COM OUTRA MULHER

Recebi de pessoa amiga, há muito tempo, em forma de PPS , com a indicação de que se tratava de um caso real.
Não posso afirmar que o seja, mas, no fundo, o que é que isso importa?
Decida por si mesmo…

DECIDI SAIR COM OUTRA MULHER

Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a chama do amor.
Há pouco tempo decidi sair com outra mulher.
Na realidade a ideia foi da minha esposa.
- Tu sabes que a amas - disse, um dia, a minha esposa, de surpresa.
A vida é muito curta e deves dedicar um tempo especial a essa mulher - completou ela.
A outra mulher a quem a minha esposa se estava a referir, era a minha mãe, uma senhora viúva há 19 anos. As exigências do meu trabalho e os meus filhos faziam com que eu apenas a visitasse ocasionalmente.
Nessa mesma noite eu convidei-a para jantar e ir ao cinema.

- O que é que tens? Está tudo bem contigo? - perguntou-me ela após o convite.
(A minha mãe é do tipo de pessoas para quem um telefonema tarde, ou um convite surpresa é indicio de más noticias).
- Pensei que seria agradável passarmos algum tempo só nós dois - respondi.
Ela reflectiu um momento e disse sorrindo:
- Isso ia me agradar muitíssimo!
Uns dias depois fui busca-la, depois do meu trabalho. Estava um tanto ansioso...uma ansiedade que antecede um primeiro encontro...
E que coisa interessante... Pude notar que ela estava muito emocionada. Esperava-me na porta. Tinha feito um penteado especial e usava o vestido com que celebrou o seu último aniversário de bodas.
O seu rosto irradiava luz, como um anjo!

- Eu disse às minhas amigas que ia sair contigo, e elas ficaram muito impressionadas... - comentou ela enquanto subia para o carro.


Fomos a um restaurante não muito elegante, mas muito aconchegante.
A minha mãe agarrou-se ao meu braço como se fosse a primeira dama.
Quando nos sentamos, tive de ler o menu para ela.
A minha mãe, que estava sentada do outro lado da mesa e me olhava fixamente, disse com um sorriso nostálgico nos lábios:
- Era eu quem lia o menu quando eras pequeno.
- Então é hora de relaxar e me permitir devolver o favor - respondi.

Durante o jantar tivemos uma agradável conversa. Nada de extraordinário, apenas colocando a vida em dia. Falamos tanto que perdemos a hora do cinema.

- Sairei contigo novamente só se me permitires que eu pague da próxima vez - disse a minha mãe quando a fui levar em casa.
Eu concordei.

- Como foi o encontro? - perguntou a minha esposa, ansiosa.
- Muito agradável. Muito mais do que eu poderia imaginar! - respondi.

Umas semanas mais tarde a minha mãe faleceu de um enfarte fulminante.
Tudo foi tão rápido, que não pude fazer nada.

Uns tempos depois, recebi do restaurante onde havíamos jantado, um envelope com cópia de um cheque e uma nota que dizia:
- O jantar que teríamos, paguei antecipado. Estava quase certa de que eu poderia não estar ali contigo e, por isso, paguei e quero que vás com a tua esposa.
Jamais poderás entender o que aquela noite significou para mim.
Que seja sempre assim.
Amo-te!

Nesse momento compreendi a importância de dizer
“EU AMO-TE”, e de dar aos nossos entes queridos o espaço que merecem.

Nada na vida será mais importante que as pessoas que amamos.

Dedica o teu tempo a elas porque, talvez, elas não possam esperar...
Reflecte e vê como tens dividido o teu tempo.

Será que tens dedicado uma parte do teu tempo às pessoas que amas?

Faz isso antes que seja tarde demais..
ELAS PODERÃO ENSINAR ALGO EM QUE NUNCA PENSASTE.
ESSAS COISAS , GERALMENTE, DÃO UMA QUANTIDADE ENORME DE SATISFAÇÃO E ALEGRIA.
ACREDITA!!!
É REAL!!!


“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...”

(Renato Russo)